Embora
até possamos desejar um estado de espírito muito evoluído, ainda não somos
perfeitos. E ninguém é. Esta é uma oportunidade de dizer: “Ei, fique
tranqüilo... Somos todos iguais, da mesma origem, com os mesmos direitos, com
os mesmos deveres.” Vamos entender de uma vez por todas o que significa quando
dizemos “somos irmãos”. Vamos compreender qual o sentido de sempre respeitar o
próximo, assim como gostaríamos que nos respeitassem.
O que nos
diferencia? Nada! Apenas o que nos torna distintos, sócio-economicamente
falando, é a nossa condição financeira de vida. Mas, humanamente falando, somos
idênticos, temos semelhanças em todos os sentidos: Defeitos, virtudes,
fraquezas, frustrações, infelicidades... Todos esses fatos fazem parte da
realidade de qualquer pessoa. E isso é o mais importante! Nossas riquezas
materiais são meros detalhes. Precisamos perceber que só o fato de sermos seres
humanos, já nos classifica como indivíduos da mesma espécie.
Inclusive,
posso citar meu nome como exemplo. Muitas pessoas podem até pensar um dia que
sou ou que tento ser o dono da verdade, o perfeito, o “santo”, por eu sempre
escrever aqui “receitas” para tentar fazer meus leitores viverem um pouco
melhor, ou até mesmo por eu aparentar saber muito sobre as coisas. Mas, na
verdade, isso nunca será verdade. Digo com todas as palavras que não sou
perfeito! Sou terreno como cada um de vocês. Eu erro, me engano, passo por
momentos difíceis... Nunca serei o dono da verdade e da razão. Não sou melhor
do que ninguém!
É
essencial lembrar que não quero aqui apontar o equívoco de nenhuma pessoa.
Muito pelo contrário. Quero, mesmo, é mostrar que o próprio ato de julgar não
deve ser julgado, mas sim entendido, pensado e revertido em atitudes mais
pacientes em relação àqueles que não acertam em todas as decisões da vida. Não
devemos desrespeitar, também, até aqueles que tomaram ou tomam alguma posição
crítica através de formas negativas. Senão seria uma hipocrisia falar desse
assunto.
Não atire
a primeira pedra. E se, por acaso, atirar uma, não jogue a segunda. Reflita e
veja que nada é pior do que apontar o dedo indicando a imperfeição de alguém. Ao
invés de colocar uma pessoa à prova de seu inconsciente e preconceituoso julgamento,
tente entender os motivos pelos quais cada pessoa tem seu conjunto de atitudes
e comportamentos. Sinta que o defeito é parte do homem. Trabalhe-o a fim de
apenas contribuir para um constante melhoramento. Não classifique o outro, que
também é um errante, como um ser inferior. Faça críticas construtivas com o
intuito de engrandecer o próximo, e não com o objetivo de menosprezá-lo por sua
inegável e natural fraqueza.

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