domingo, 16 de outubro de 2011

Não Atire A Primeira Pedra


Embora até possamos desejar um estado de espírito muito evoluído, ainda não somos perfeitos. E ninguém é. Esta é uma oportunidade de dizer: “Ei, fique tranqüilo... Somos todos iguais, da mesma origem, com os mesmos direitos, com os mesmos deveres.” Vamos entender de uma vez por todas o que significa quando dizemos “somos irmãos”. Vamos compreender qual o sentido de sempre respeitar o próximo, assim como gostaríamos que nos respeitassem.
O que nos diferencia? Nada! Apenas o que nos torna distintos, sócio-economicamente falando, é a nossa condição financeira de vida. Mas, humanamente falando, somos idênticos, temos semelhanças em todos os sentidos: Defeitos, virtudes, fraquezas, frustrações, infelicidades... Todos esses fatos fazem parte da realidade de qualquer pessoa. E isso é o mais importante! Nossas riquezas materiais são meros detalhes. Precisamos perceber que só o fato de sermos seres humanos, já nos classifica como indivíduos da mesma espécie.
Inclusive, posso citar meu nome como exemplo. Muitas pessoas podem até pensar um dia que sou ou que tento ser o dono da verdade, o perfeito, o “santo”, por eu sempre escrever aqui “receitas” para tentar fazer meus leitores viverem um pouco melhor, ou até mesmo por eu aparentar saber muito sobre as coisas. Mas, na verdade, isso nunca será verdade. Digo com todas as palavras que não sou perfeito! Sou terreno como cada um de vocês. Eu erro, me engano, passo por momentos difíceis... Nunca serei o dono da verdade e da razão. Não sou melhor do que ninguém!
É essencial lembrar que não quero aqui apontar o equívoco de nenhuma pessoa. Muito pelo contrário. Quero, mesmo, é mostrar que o próprio ato de julgar não deve ser julgado, mas sim entendido, pensado e revertido em atitudes mais pacientes em relação àqueles que não acertam em todas as decisões da vida. Não devemos desrespeitar, também, até aqueles que tomaram ou tomam alguma posição crítica através de formas negativas. Senão seria uma hipocrisia falar desse assunto.
Não atire a primeira pedra. E se, por acaso, atirar uma, não jogue a segunda. Reflita e veja que nada é pior do que apontar o dedo indicando a imperfeição de alguém. Ao invés de colocar uma pessoa à prova de seu inconsciente e preconceituoso julgamento, tente entender os motivos pelos quais cada pessoa tem seu conjunto de atitudes e comportamentos. Sinta que o defeito é parte do homem. Trabalhe-o a fim de apenas contribuir para um constante melhoramento. Não classifique o outro, que também é um errante, como um ser inferior. Faça críticas construtivas com o intuito de engrandecer o próximo, e não com o objetivo de menosprezá-lo por sua inegável e natural fraqueza.

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